Não sei se tudo está confuso, ou se é tão claro a ponto de machucar os olhos..de fazer chorar.
Ah, chorar!? Virou rotina...monotonia.
As lembranças são tão fortes, que nem parecem apenas lembranças...acho estão vivas, sinto-as. Sinto o gosto, o cheiro, o abraço, o amasso...sinto o medo, a saudade e a vontade.
São tantos sentimentos numa mesma lembrança que tem horas que não vejo outra saída, a não ser chorar.
Em tempos que o amor virou banal, que “eu te amo” virou “bom dia!”..eu queria apenas a alegria de amar a cada bom dia (boa tarde e boa noite), de amar todo dia e claro, de ser amada, retribuída.
Penso que vou enlouquecer...ou morrer.
Como morrer, se na verdade já morri? Se já morreu um pedaço de mim?
Resta apenas enlouquecer... mergulhar nas coisas “da vida”: trabalho, dinheiro, comida.
E fazer da loucura diária uma saída.
Enlouquecer, eis o que me resta do amor.




