quarta-feira, 24 de abril de 2013


"Um forte egoísmo protege contra o adoecimento, mas, no final, precisamos começar a amar para não adoecer, e iremos adoecer se, em consequência de impedimentos, não pudermos amar"
(S. Freud, 1914, Introdução ao Narcisismo)

E ela me pediu pra falar de amor, mas não de qualquer tipo de amor...do amor despedaçado.
E como é difícil falar desse amor (ou seria dessa dor?)
Não sei se tudo está confuso, ou se é tão claro a ponto de machucar os olhos..de fazer chorar.
Ah, chorar!? Virou rotina...monotonia.
As lembranças são tão fortes, que nem parecem apenas lembranças...acho estão vivas, sinto-as. Sinto o gosto, o cheiro, o abraço, o amasso...sinto o medo, a saudade e a vontade.
São tantos sentimentos numa mesma lembrança que tem horas que não vejo outra saída, a não ser chorar.
Em tempos que o amor virou banal, que “eu te amo” virou “bom dia!”..eu queria apenas a alegria de amar a cada bom dia (boa tarde e boa noite), de amar todo dia e claro, de ser amada, retribuída.
Penso que vou enlouquecer...ou morrer.
Como morrer, se na verdade já morri? Se já morreu um pedaço de mim?
Resta apenas enlouquecer... mergulhar nas coisas “da vida”: trabalho, dinheiro, comida.
E fazer da loucura diária uma saída.
Enlouquecer, eis o que me resta do amor.

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